domingo, 30 de janeiro de 2011

Só desejo que o tratem bem

Lá no Centro de dia que o meu pai costuma ir, há um familiar nosso que também é lá utente, e por vezes conta-nos situações passadas com o meu pai. Então esse familiar diz-nos que as funcionarias gostam muito do meu pai, que acham muita graça a certas coisas que ele diz e brincam muito com ele! Uma destas vezes o meu pai disse que todas as casa em volta lá do Centro, bem como o próprio Centro lhe pertenciam!


Estas situações fazem-me acreditar que o tratam bem e que gostam dele! Ele merece que o tratem bem porque ele sempre foi boa pessoa em toda a sua vida, e essa cacteristica permanece com ele!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Problemas auditivos

Com a idade, tudo aparece! Ele já ouve mal, temos de lhe falar ao ouvido!Ele já teve um aparelho, mas já não funciona.São muito caros e  o estado também não lhe vai comparticipar na compra de um aparelho auditivo, suponho!


Comunicar com ele torna-se cada vez mais difícil!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O que os animais fazem pelos donos!



No meio de muita tristeza por o meu pai ter Alzheimer, acontecem momentos de alguma emoção. Há dias a minha mãe puxava pelo meu pai para o ajudar a caminhar, e o cãozito deles ajudava puxando com a boca pelas calças do meu pai, para o mesmo lado! De outra vez o meu pai estava no quarto a chamar pela minha mãe que estava na cozinha, e o cãozito estava todo agitado, e parecia dizer à minha mãe: " não o ouves a chamar? Vai lá!"



 


Há animais tão fieis e tão amigos, capazes de dar tanto amor e atenção aos donos. O meu pai sempre elogiou a inteligência do cãozinho, e ainda hoje apesar da demência, ele o elogia!


  


  


domingo, 23 de janeiro de 2011

As noites difíceis

Depois de umas noites mais calmas, voltou a agitação! O que será que o faz passar toda a noite agitado? Ele diz: "dói-me isto...dói-me aquilo!" Mas a minha mãe diz que é tudo psicológico, porque ela sabe ver realmente quando lhe dói alguma coisa. Será mesmo que o seu relógio biológico ficou alterado? Será que é da alimentação? Café ele só bebe de manhã e é café fraquinho, daquele feito na cafeteira e misturado com leite. 


Ele dorme com uma luz de presença, pois vi numa pesquisa, que era uma forma de ele não se sentir perdido, mas será que tem influencia? Ao ver a luz ele pode pensar que não é de noite! 

Os 25 sintomas da doença

A minha preocupação no momento, são as noites do meu pai. Não consigo compreender, o porquê de tanta agitação durante a noite. Fiz uma pesquisa no site Cuidamos e  encontrei uma explicação num leque de 25 sintomas da doença, é a 24º.


 


 



De todas as pessoas que sofrem de demência, estima-se que 50 a 70% dos indivíduos afetados tenham a doença de Alzheimer. Conheça os 25 sintomas que determinam o aparecimento da doença de Alzheimer e faça o melhor diagnóstico possível para aumentar a qualidade de vida de um doente.


A doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, lenta, progressiva e irreversível de diversas funções do conhecimento e revela-se na perda de memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras. No entanto, um único sintoma não indica necessariamente que uma pessoa sofra de Alzheimer ou de demência. Por exemplo, existem várias causas para a perda de memória e a falta dela não é sinónimo de doença. Contudo, se à perda de memória, existirem alterações significativas no comportamento e na capacidade funcional da pessoa, isso podem ser sinais claros do surgimento da doença de Alzheimer.


Dos aspetos principais que constituem a doença de Alzheimer, destacam-se os sintomas seguintes:


1. A perda de memória


A maior parte dos doentes com Alzheimer não se consegue lembrar das mais pequenas coisas do dia-a-dia, como por exemplo: o que fizeram no dia anterior, os nomes das pessoas que os rodeiam, o que comeram ao almoço, os animais de estimação que têm, números de telefone e conversas recentes, entre outros. Em todo o caso, a perda de memória pode não ser consistente e o facto de não se lembrar hoje não quer dizer que não o faça amanhã.


2. O estado agitado e o humor alterado


É comum para alguém que sofre de Alzheimer parecer ansioso ou agitado. A agitação resulta geralmente do medo, confusão, pressão ou fadiga que um doente possa estar a sentir. Por outro lado, as mudanças radicais também contribuem para uma enorme agitação e mudança repentina de humor. Independentemente do motivo ou situação, um doente de Alzheimer pode passar de um estado calmo para um estado de raiva sem qualquer motivo aparente.


3. O julgamento debilitado


Uma pessoa que tem a doença de Alzheimer tem tendência a tomar as decisões mais disparatadas e/ou inadequadas perante uma determinada situação. Um exemplo dessa irresponsabilidade está na forma imperfeita de se vestir ou na incapacidade de avaliar por si próprio aquilo que é mais seguro. Por norma, as primeiras mudanças que ocorrem no julgamento de uma pessoa estão relacionadas com a gestão das suas finanças e é quando o dinheiro começa a ser gasto de forma inusitada e incorreta.


4. Dificuldade em lidar com o dinheiro


A dificuldade em lidar com o dinheiro é um obstáculo muito difícil de ser ultrapassado para quem sofre de Alzheimer. A incapacidade de pagar contas, de fazer as compras essenciais e administrar um orçamento é um sinal claro de demência psíquica e indica se um indivíduo está ou não na posse de todas as suas faculdades.


5. Dificuldade em realizar tarefas familiares


Uma pessoa que sofre de demência leva mais tempo a concluir as tarefas mais básicas do dia-a-dia que, por hábito, já realizou milhares de vezes. Por exemplo, um cozinheiro experiente pode ter sérias dificuldades em fritar um ovo ou qualquer outro tipo de cozinhado de fácil realização.


6. O problema do planeamento e resolução de problemas


À medida que a demência progride, podem existir maiores dificuldades de concentração. De uma forma mais particular, uma pessoa que sofre de Alzheimer não consegue seguir um plano, tomar a medicaçãocorreta ou gerir um orçamento. Por outro lado, a sua capacidade de decisão e resolução de problemas é nula.


7. Trocar o lugar das coisas


Um dos sintomas mais frequentes da doença de Alzheimer está relacionado com a troca sistemática do lugar das coisas. Por exemplo, é muito frequente encontrar as chaves de casa no congelador ou o comando da televisão na gaveta das meias, entre outras situações insólitas. Existe uma tendência para o esquecimento, mas também para deixar as coisas nos locais mais incomuns. É também de registar que é frequente acusarem outra pessoa de esconder ou roubar os seus pertences.


8. A desorientação no tempo e no espaço


A perceção do tempo e do espaço é um dos problemas mais graves que afeta um doente de Alzheimer. É muito fácil ficar perdido na rua, uma vez que não se recorda do local onde vive, não tem a noção das datas, estações do ano e/ou passagem do tempo, entre outras situações temporais e espaciais.


9. A dificuldade em comunicar


As capacidades linguísticas e comunicacionais de uma pessoa com Alzheimer vão diminuindo com o passar do tempo. Uma pessoa pode ter imensas dificuldades em encontrar a palavra certa, chamar as coisas pelos nomes errados, inventar novas palavras, entre outras situações. Esta condição carece de atenção, pois pode conduzir ao isolamento e depressão.


10. Vaguear sem rumo


Infelizmente, cerca de 60% das pessoas com demência têm uma tendência para vaguear sem qualquer tipo de destino. Isso deve-se à inquietação, medo, confusão em relação ao tempo e incapacidade em reconhecer pessoas, familiares, lugares e objetos. Em alguns casos, a pessoa pode sair de casa a meio da noite para satisfazer uma necessidade física, como encontrar uma casa de banho/banheiro ou comida, ou até pode querer ir para casa quando já está efetivamente em casa.


11. O discurso repetitivo


A repetição frequente de palavras, frases, perguntas ou atividades é uma característica da demência e da doença de Alzheimer. Esse comportamento repetitivo é provocado, por vezes, pela ansiedade, stress, ou para alcançar o conforto, segurança ou familiaridade.


12. As dificuldades visuais e espaciais


As pessoas que sofrem da doença de Alzheimer tendem a ter dificuldades de leitura, em julgar distâncias ou a determinar a cor e/ou contraste de um determinado tipo de material. Em termos de perceção, é comum que uma pessoa se olhe ao espelho e pense que está na companhia de outra pessoa sem se ter apercebido que está diante do seu próprio reflexo.


13. A realização de atividades sem qualquer tipo de propósito


Se detetar que um familiar que está ao seu cuidadorealiza todo o tipo de esforços para a realização de uma atividade sem qualquer tipo de objetivo, como por exemplo abrir e fechar uma gaveta várias vezes, isso poderá significar que essa pessoa sofrerá de demência e, consequentemente, de Alzheimer. Apesar de não terem uma finalidade última, esse tipo de comportamentos revela a necessidade que uma pessoa tem em se sentir produtivo ou ocupado.


14. A necessidade de se afastar de todo o tipo de atividades


A doença de Alzheimer pode ser uma doença muito solitária e pode originar uma falta de interesse geral nas mais variadas atividades sociais ou pessoais. É comum que uma pessoa que sofra desta doença deixe de fazer os seus passatempos preferidos, pois não se recorda como os faz nem sequer sente o mesmo prazer.


15. A perda de iniciativa e motivação


A apatia, perda de interesse e de motivação em atividades sociais ou pessoais podem levar uma pessoa à depressão e, consequentemente, ao isolamento. A depressão dificulta muito a tarefa de um doente pois impede-o de articular corretamente os seus sentimentos e faz com que ele não tenha qualquer vontade ou iniciativa própria.


16. O não reconhecimento da família e dos amigos


De uma forma geral, as pessoas que têm Alzheimer esquecem o que aprenderam e quem conheceram e isso faz com que não reconheçam os seus amigos e familiares mais próximos. Num estado avançado e final da doença, as pessoas podem apenas recordar-se dos seus pais e de apenas algumas passagens com eles.


17. A perda das habilidades motoras e do sentido do tato


A demência afeta as capacidades motoras e interfere com o manuseamento de roupas ou todo o tipo de utensílios, como as tesouras ou os garfos. Contudo, a perda das habilidades motoras e do sentido do tato podem estar relacionados com uma doença muito diferente, como a doença de Parkinson. Deve observar esses sintomas e comunicá-los imediatamente ao seu médico de família para um diagnóstico mais detalhado.


18. A dificuldade em se vestir


A forma como um indivíduo se veste diz muito sobre a condição psicológica de uma pessoa. No caso de um doente de Alzheimer é comum ele utilizar a mesma roupa durante vários dias, pois esquece-se que a mesma já foi usada. Por outro lado, as dificuldades em apertar ou desabotoar os botões de uma camisa ou de um casaco, assim como realizar o nó de uma gravata são também um enorme handicap devido à perda das habilidades motoras.


19. O desleixo com a aparência e higiene pessoal


Os doentes de Alzheimer têm tendência para serem desleixados com a sua aparência e higiene pessoal, e esquecem-se, na maioria das vezes, de escovar os dentes, cortar as unhas, tomar banho e até utilizar a casa de banho/banheiro para a realização das suas necessidades.


20. Esquecer as refeições principais


A diminuição do apetite e a perda de interesse e prazer pela alimentação faz com que um doente de Alzheimer se esqueça de realizar as refeições principais ao longo do dia. Existe também a hipótese de um indivíduo perder a capacidade de dizer se um alimento ou bebida está quente ou frio demais para comer ou beber. Por vezes, face ao facto de não se lembrarem de como utilizar os talheres, alguns indivíduos chegam a levar a comida à mão até à sua própria boca.


21. O comportamento inadequado


Na fase terminal da doença de Alzheimer, um indivíduo pode revelar um comportamento inadequado e agir de forma atípica em várias situações distintas. Por exemplo, é comum esquecerem-se que são indivíduos casados e começam a fazer avanços sexuais inapropriados com outros parceiros, ou podem tirar a roupa em horários impróprios e em locais invulgares.


22. A capacidade de delirar


Os delírios e a paranoia são comuns nos doentes que sofrem de Alzheimer e alguns chegam a ter a forte convicção ou ilusão de que alguém o está a tentar ferir ou matar. A perda da memória e a confusão são os responsáveis principais pela má interpretação do que um doente vê e ouve.


23. A agressão física e verbal


A demência vai piorando com o tempo e com ela vão-se alterando os comportamentos e é normal que alguém se torne física ou verbalmente mais agressivo. As explosões verbais, gritos, ameaças e empurrões podem ser uma constante e podem surgir do nada. No entanto, é de realçar que a agressão verbal ou física pode estar relacionada com algum desconforto físico, incapacidade de comunicação ou frustração perante uma determinada situação.


24. As dificuldades em dormir


Alguns sintomas como a agitação, ansiedade, desorientação e confusão tendem a piorar à medida que o dia passa e podem continuar durante a noite, fazendo com que existam muitas dificuldades em adormecer e dormir. Essa perturbação do sono pode estar relacionada com as alterações do relógio biológico de uma pessoa e é uma razão comum que leva muitas vezes os familiares a colocar os seus entes queridos num lar de idosos.


25. A imitação ou o comportamento infantil


Os especialistas afirmam que quem sofre da doença de Alzheimer fica completamente dependente de um determinado indivíduo e imita-o de forma infantil, chegando até a segui-lo como uma espécie de “sombra”. Este comportamento surge, muitas vezes, pelo receio em encarar a forma confusa como o mundo é percecionado e pela necessidade de ter por perto uma pessoa em quem se confia totalmente.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um andarilho

No Centro de dia onde o meu pai costuma ( por vezes) ir passar o dia, emprestaram-lhe um andarilho. Ao que parece, ele deu-se bem com aquilo, uma vez que já lhe custa bastante andar e o andarilho serviu de auxilio!


 


No dia seguinte, voltaram a emprestar-lhe, mas desta vez ele disse que aquele não era dele. As funcionarias responderam-lhe dizendo que tinha sido a esposa que o tinha comprado e o tinha levado até lá. O que elas não estavam à espera, era que ele lhes perguntasse, como é que a esposa o tinha lá ido entregar! Eu penso que ele ao fazer esta pergunta deve ser porque ele ainda raciocina um pouco, e sabia que a esposa não teria meios de se deslocar até lá!


 


Vamos comprar um para ele!


 


Alzheimer - Reflexão

Ninguém consegue ficar indiferente a isto!


  


 









O chá verde protege contra Alzheimer

Um estudo da Universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha, indica que o chá verde pode proteger o cérebro de doenças como o Mal de Alzheimer e outros tipos de demência.


Encontrei esta notícia em Pesquisa indica que chá verde protege contra AlzheimerA minha dúvida é: será que no estado em que o meu pai está neste momento ainda pode adiantar tomar o dito chá verde? Pelo menos mal não deve fazer, não é? 




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ele fica mais calmo, se concordar-mos com ele

Eu vivo longe do meu pai, mas ligo todos os dias à minha mãe e assim sei de tudo o que se passa com ele. O mais complicado são mesmo as noites. Ele fica muito agitado, tem "alucinações", tem fome. Houve uma noite em que ele estava preocupado porque  eles lhe tinham roubado tudo. A minha mãe perguntava, mas quem é roubou. E ele enervadíssimo e muito agitado repetia a mesma conversa, até que a minha mãe para o sossegar, disse-lhe: " não, está ali tudo, ninguém tirou nada"! Aí ele acalmou! Por isso, entendemos que o melhor é de certa forma, dar-mos a resposta que sabemos que o vai acalmar. Em relação á fome, não consigo compreender como é que ele pode ter fome durante a noite, ele está sempre a pedir comida. Aliás o meu pai já aumentou o peso e não sei se isso será bom!


Com estas noites tão agitadas, a minha mãe não tem descanso e anda bastante cansada! Quando o meu pai tomava comprimidos para dormir, a noite era mais calma, mas ele acordava todo lerdo das pernas e custava-lhe muito mais andar. Haverá algum chá, ou qualquer outra coisa para ele descansar melhor durante a noite?!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Ler

O meu pai felizmente ainda consegue ler, mas no outro dia não conseguiu assinar o seu próprio nome. Ele lê , mas lê de trás para a frente e da frente para trás, mas enfim pelo menos ainda lê! Penso que é um exercício bom para ele, sempre é um estimulo!




Doença de Alzheimer









 

Não sei se haverá alguma diferença entre ter Alzheimer e ter "doença de Alzheimer"!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Consulta

O meu pai foi à sua habitual consulta de neurologia. Fiquei emocionada quando me contaram como foi. O médico disse que o tinha achado bem, vistas as circunstancias. Ele respondeu acertadamente a quase todas as perguntas e com lucidez. Disse o seu nome todo, a sua morada, a localidade onde estava no momento e o que lá tinha ido fazer. Teve um momento de perfeita lucidez! O médico disse que ele estava estável na doença. Também disse que melhorar, ele não iria, mas que pelo menos no momento estava estável. Que bom! Da próxima vez, vou ver se o posso eu acompanhar à consulta para presenciar um momento assim!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Alzheimer fá-lo parecer uma criança

Já me tinham dito, que os velhotes com Alzheimer a certa altura é como se voltassem a ser crianças. Eu comprovei isso ao vivo e a cores. Certo dia a minha mãe tinha de sair e eu fiquei a tomar conta do meu pai. Ficamos em casa eu, o meu pai e o meu filho pequeno de 4 anos. A certa altura eu já não sabia o que fazer, pois eram duas crianças traquinas. Um queria ir para a rua o outro não parava quieto. Daí tirei uma lição: quando tiver de ficar com o meu pai , não posso ter o meu filho por perto e vice-versa!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Será que ele sabe?

Por vezes dá-me saudades do tempo em que estava bem.  Do tempo em que ele se aperaltava todo ao domingo, só para ir ao café. Do tempo em que ele participava nas conversas, e de tantas outras coisas. Há dias em conversa com uma prima eu dizia-lhe que tinha esperança que quando chegasse a Primavera, ele recuperasse, já que foi este tempo frio que me pareceu debilita-lo mais, mas ela disse-me que ele  já não ia melhorar...e eu fiquei tão triste. Mas que doença tão injusta, está a roubar-lhe tudo...


A minha mãe pediu-me para eu comprar no supermercado cuecas-fraldas para ele. Isso deixou-me tão triste e deprimida. A que ponto as coisas estão a chegar. A minha mãe diz que é só por precaução, e que ele ainda tem a noção do momento das necessidades fisiológicas.


Gostava de saber o que ele pensa, o que ele sente a propósito disto tudo, mas ele parece estar sempre ausente e não fala sobre isto. Nem sei se ele tem noção do que se passa á sua volta. Tudo o que ele disse sobre isto, foi: " estou muito esquecido!" Por isso penso que ele sente um pouco o que se está a passar.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O bom de se viver em meios pequenos é...

...a solidariedade entre os moradores! Não terei palavras para agradecer tudo o que os vizinhos/familiares têm ajudado os meus pais, nestes momentos difíceis causados pela doença do meu pai. A todos muito obrigada!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Um Lar será uma solução?

Já se fala em procurar um Lar, que o possa aceitar mesmo com aquela doença, e que tenha um preço que a modesta reforma do meu pai possa pagar. Mas além daquele que fica mais perto ter uma grande lista de espera, penso que ele ia sentir muito a mudança. Ele sempre gostou tanto do cantinho dele. Ele vai ficar perdido sem a mulher dele, ele chama-a tanto! E naquela Reportagem que deu na TVI, diziam que era melhor as pessoas com Alzheimer, ficarem por perto das suas coisas, dos seus objectos e dos familiares. Mas se não fizermos algo, daqui a pouco em vez de ser um a precisar serão os dois. Irem os dois também é complicado, pois a minha mãe nunca quis ir para um Lar .


Precisava tanto de uma "luz", uma solução que fosse perfeita e justa!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Desde o Outono

Desde o inicio deste Outono até então, a doença(Alzheimer) parece ter evoluído muito no meu pai. Não sei a razão, pois ele tem feito a medicação normalmente. O selo que a minha mãe lhe tem colocado todos os dias à noite, ela o tem colocando como antes, e:


- Ele já se descuidou com as necessidades fisiológicas. Aconteceu lá no Centro de Dia, mas acho que também pelo facto de ele estar tão longe da casa de banho e de não ter a mobilidade de outrora para se deslocar com mais rapidez.


- Também já caiu da cama, o que lhe provoca dores de vez em quando, desde esse dia. E tomar comprimidos, não é tarefa fácil para ele.


- Ele já lhe custa muito andar.


Gostava que a justificação para estas alterações fosse do tempo, e que com a chegada da Primavera, as coisas melhorassem um pouco, mas não sei!

Saudades de ver a horta

O meu pai é um apaixonado pela horta. Ele trabalhava a terra com muito orgulho e dedicação. Ele fazia tudo de uma forma quase simétrica. A nossa horta estava sempre muito bonita, verdinha e bem tratada. Quando os primeiros sinais desta doença chegaram, foi um custo fazê-lo deixar um pouco esta tarefa. Hoje em dia como é lógico, ele já não pode tratar da horta, e eu sei que ele sente muita falta. Daí muitas vezes ele perguntar pela horta.


Mesmo que ele fosse ver a horta, certamente ele não a ia reconhecer, pois sem a “mão” dele as coisas estão um pouco diferentes.

Fim

É tudo por aqui!     The End