terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Da minha pesquisa sobre Alzheimer

Alzheimer não tem cura. Porém, o tratamento iniciado cedo pode atrasar a perda de memória em vários anos. Começar o tratamento cedo quer dizer logo nas primeiras manifestações de perda e memória. Achar "que é coisa da idade" não é bom. Não se esqueça também que a partir dos 60 anos, as Depressões e Psicoses de difícil tratamento podem ser um prenúncio de Alzheimer.


 


Doença de Alzheimer


 


1) Definição:


Alzheimer é uma doença degenerativa cerebral, que provoca perda de habilidades como pensar, memorizar, raciocinar. A doença é progressiva e  inicia-se mais frequentemente após os 65 anos.


 



2) A causa é desconhecida.


 


3) Sintomas: a doença é lenta e desleal. Os sintomas vão aparecendo aos poucos.


 


- Dificuldade de memória para fatos recentes.


 


- A memória retrógrada é a última a desaparecer. Os fatos mais antigos são os que mais demoram a serem "apagados" da memória.


 


- Dificuldade para executar tarefas rotineiras.


 


 


- Problemas de expressão de linguagem.


 


- Dificuldade com actividades intelectuais, como leitura, cálculos, etc.


 


- Desorientação para tempo e lugar.


 


 


- Incapacidade para o raciocínio abstracto. Por exemplo: " grão a grão a galinha enche o papo", para o paciente, significa que a galinha come um grão de milho de cada vez. Ele não consegue interpretar o sentido figurado desse provérbio.


 


- Guardar coisas em sítios errados.


 


- Não reconhece parentes próximos.


 


- Alterações de humor ou de comportamento.


 


- Fases de depressão, agitação, psicose, alucinações.


 


- Mudanças de personalidade, por exemplo irritabilidade, apatia.


 


- Diminuição de iniciativa e estado indiferente em que fica sentada, deitada, ou andando sem rumo pela casa.


 


- Incapacidade para executar actos simples, como se vestir e tomar banho.


 


- Incontinência urinária e fecal.


 


- A doença pode evoluir entre 2 e 20 anos. Na maioria das vezes a causa da morte não tem relação com a Doença, mas sim com outros factores ligados à idade avançada.


 


4) Diagnósticos diferenciais:


 


Existem algumas doenças que podem provocar sintomas semelhantes ao Mal de Alzheimer:


 


Neurocisticercose (calcificações cerebrais provocadas pela Ténia, ou Solitária).


 


Tumores Cerebrais.


 


Hemorragias Cerebrais.


 


Arteriosclerose.


 


Intoxicações ou reacções paradoxais a medicamentos.


 


Atrofia cerebral provocada por alcoolismo.


Síndrome de Korsakoff.


 


Deficiência grave de Vitamina B.


 


Hipotireoidismo e anemia graves.


 


Depressão em pacientes de muita idade. Uma Depressão pode imitar o Alzheimer (antigamente essa Depressão era chamada de Pseudo-demência).


 


Idem para Psicoses em pessoas de muita idade.


 


Traumatismos Cranianos e suas sequelas.


 


5) Exames:


 


Nas fases iniciais todos os exames inclusive a Tomografia e a Ressonância Magnética podem ser normais. Mais tarde, poderá haver diminuição do volume cerebral, indicando a atrofia. Mesmo o Pet Scan e o SPECT, que medem a actividade metabólica cerebral nem sempre estão alterados.


 


6) Tratamento.


 


No início é possível diminuir a velocidade da doença, obter melhora de memória e estabilidade do comportamento (que já teve um parente com Alzheimer sabe como isto é importante).


 


Actualmente os medicamentos mais eficazes são os Inibidores da Acetilcolinesterase. Anti-inflamatórios e a Reposição Hormonal com estrógenos não são mais usados.


 


É importante manter hábitos de vida saudáveis, manter o Colesterol e a Glicemia baixos. Tudo indica que Ómega 3, presente no salmão, pode ajudar.


 


A vida do paciente de Alzheimer e de seus cuidadores fica mais fácil com:


 



  • Ambiente calmo e com estímulos positivos.


 



  • Manter as coisas sempre arrumadas da mesma forma, ambiente conhecido, para evitar desorientação maior ainda.


 



  • Não deixar o paciente sair sozinho (para ele não se perder).


 



  • Vida saudável: não fumar, não beber, fazer caminhadas, ter uma ocupação mesmo que rotineira e repetitiva.


 



  • Exercícios para memória. Por exemplo: palavras cruzadas, contas matemáticas, contar para a família o que o noticiário de TV mostrou, resumir o que leu no jornal, como foi o capítulo da novela, jogos de memória para crianças, etc.


 



  • Manter uma luz fraca acesa à noite. Se o paciente acordar saberá onde está.


 



  • Cartão com identificação, nome e telefone de familiares, etc.


 



  • Tirar objectos de valor da casa. Provavelmente pessoas estranhas ajudarão a cuidar do paciente.


 



  • Retirar tapetes soltos e móveis baixos.


 



  • Barras de segurança na casa de banho  e ao lado da cama.


 



  • Cadeira plástica para o chuveiro


 



  • Esmerar na higiene, inclusive oral.


 


7) Para a família do portador de Alzheimer:


 


A Doença de Alzheimer não afecta apenas o paciente mas também suas pessoas próximas, que se desgastam grande em termos emocionais, físicos e financeiros.


 


Repetir muitas vezes os pedidos mais simples, ajudá-lo a se vestir, se lavar, se alimentar, é muito cansativo.


 


Mesmo cuidadores profissionais (empregadas bem treinadas, enfermeiras, acompanhantes) correm o risco de ficarem esgotados.


 


Organize bem os turnos, rodízios, feriados, férias. Não tem sentido todos os cuidadores ficarem cansados ao mesmo tempo. 


 


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