segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Evolução da doença

Comecei a notar depois em pequenos pormenores que demonstravam que o meu pai não estava bem. Cheguei a falar em Alzheimer à minha mãe, mesmo antes do meu pai ir ao médico.


O meu pai chegava a perguntar por pessoas que já tinham falecido... Por exemplo um sobrinho dele. Ele disse: " Já há tanto tempo que não vejo o J."! A minha mãe respondeu-lhe que ele tinha morrido. Ele disse : " e porque ninguém me contou nada!" E o meu pai tinha inclusive ido ao funeral!


 


Desde há dois anos para cá que se nota a evolução da doença. Pelo que a minha mãe me conta, o pior é mesmo a noite. Ele acorda e parece que está no passado. Ele fala como se vivesse em outra época. Pede coisas; quer comer, quer ir para a rua; tem sempre trabalhos para fazer! Depois, não deixa a minha mãe dormir, e ela fica cansadíssima.


 


É uma doença tão injusta!

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Fim

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