quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Um pouco agressivo

Duas vezes por semana, lá no Centro de Dia dão banho ao meu pai. Hoje quando o tentavam despir para lhe dar o banho, ele não queria. Não se queria despir e pela primeira vez foi agressivo e até puxou os cabelos a uma funcionária. Não sei o que se passa, só pode ser mesmo da doença, para ele ter esta atitude!

6 comentários:

  1. Sim é mesmo a doença a fazer das dela .
    Minha querida a D. E. detesta tomar banho e é um caso serio sempre que esse dia chega.
    Obrigado, não vale a pena. Tem de se ter muita paciência e calma.
    É muito difícil , sim, mas à força não se consegue.
    Beijinhos

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  2. Talvez não seja
    e quem serei eu para tal dúvida..?

    um momento de maior lucidez ou fraqueza o levou
    a esse tipo de reacção...porque não ?

    eu tenho 57 anos
    e se à porta me bater uma dessas
    estando lúcido
    duvido da minha capacidade face a tal intimidade
    que teremos vincada tambem...

    peço desculpa pela invasão
    mas tocou forte
    no coração...

    boas melhoras ao Pai
    um feliz domingo

    e muita paciencia envolvida em tal doença...

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  3. Só tenho receio é que a situação se repita e se torne motivo para depois não o aceitarem lá. De momento o meu pai é o único que tem Alzheimer na lá no Centro. Se perdermos esta ajuda, não sei o que será daqueles dois ( pai e mãe)!
    Beijinhos e obrigada

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  4. Não é invasão alguma. Agradeço as palavras em jeito de poema.
    Felicidades

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  5. Uma Instituição não deve escolher os idosos ou as pessoas mais faceis de lidar.
    A que eu estou escolhe pelo grau de necessidades das suas familias e claro pa pessoa em causa.
    Temos varios coom essa doença, uns mais complicados do que outros, mas sabemos que os temos de tratar a todos por igual e se estãolá é porque necessitam. Temos um idoso muito complicado e muito violento por vezes, chega a bater, inclusive um dia deu-me um murro no pulso que acheia que o tinha partido, mas temos de pensar que é a doença e não ele a fazer aquilo.
    E depois temos de saber lidar com eles, não podemos lidar como se não tivessesm essa doença. temos de os saber levar, por vezes é coisa impossivel, mas à força é que não se pode...
    Já vi algumas situações de colegas a reagirem a essa violencia, tambem com violencia(verbal) e eu cheguei a dizer:" calma, ele não sabe o que está a fazer. Tns de dar o desconto, pois é a doença".
    Infelizmente a colega achou que tinha de ralhar com ele.
    Não adiantou nada, alias, ainda o inforeceu mais.
    Calro que todos nós temos uns dias com mais paciencia do que outro, mas temos de saber lidar com eles.
    Beijinhos e não tenha receio, se a directora for uma pessoas com coração e consciente, certamente que o seu pai irá continua no centro.

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  6. Eu não conheço pessoalmente a directora do Centro de Dia, mas espero que realmente ela entenda. Mas com Alzheimer só lá está o meu pai. Os utentes só lá estão de segunda a sexta das 9h às 17H, por isso deve ser diferente da instituição onde trabalha e não deve de requerer tanta atenção e mesmo FORMAÇÃO...
    Agradeço muito as suas palavras, faz-me pensar e desejar que o seu passamento seja o que na generalidade as pessoas da área também tenham.

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Fim

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