quarta-feira, 23 de março de 2011

Brincadeiras que o baralham

Lá no Centro de dia onde o meu pai costuma passar o seu dia ( das 9h às 17h), as funcionárias brincam muito com ele. Por vezes para o ajudarem a caminhar, chegam a ser duas a encaminhá-lo, uma de cada lado dando-lhe o braço. Depois começam a dizer-lhe que querem casar com ele. Não fazem por mal, mas acho que o baralham. Um dia destes ele dizia á minha mãe:


Pai - " há lá mulheres que querem casar comigo!"


Mãe - " Isso são elas a brincar contigo!"


Pai - " não, não...é a sério! Eu também queria casar...mas não sei..."!


Mãe - " Então e eu? Tu casaste comigo!"


Ele olhou para a minha mãe e riu-se, ficando a conversa por ali!

3 comentários:

  1. Por vezes não é fácil dizer uma brincadeira, sem que levem a serio. Ainda mais a uma pessoa com essa doença.
    Eu falo, por mim. Por vezes dizemos coisas que depois nos apercebemos que não foi o mais correcto.
    Um dia vou a um quanto onde estava um senhor acamado e vejo que ele já não tem garrafas de agua e digo-lhe :não pagou a agua, agora cortaram-na.
    Ainda estivemos na brincadeira sobre esses assunto e no final eu digo-lhe que estava a brincar.
    o que é certo é que ele perguntou à filha porque é que ela não tinha pago a agua.
    E olhe que ele era uma pessoa lúcida e fez uma confusão enorme.
    A culpa foi minha, mas nunca pensei que ele não tivesses percebido que eu brincava com ele.
    Aprendi a lição.
    Boa semana

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  2. Realmente se uma simples brincadeira fez toda essa confusão a quem estava lúcido , com esta doença então o efeito ainda deve ser pior. é preciso sabedoria ...
    Beijinhos

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Fim

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