Fui visitá-los. Quando cheguei encontrei sentado na rua debaixo de um toldo. Cheguei comprimentei-o. Perguntei-lhe se ele sabia como eu me chamava e ele respondeu "não me lembro!", fiquei tão triste. Tentei não demonstrar e depois de lhe dizer o meu nome, ele respondeu "ah pois é"! De seguida chamou o neto e disse "dá cá um beijinho ao avô"! Aí fiquei mais descansada, se calhar ele sabia quem eu era e apenas não se lembrava do meu nome. Pensar assim conforta-me mais.
Bastaram uns minutos a tomar conta dele, para eu ver realmente o sacrifício que é esta tarefa para a minha mãe! Houve mesmo uns momentos que eu entrei em pânico e comecei a chamar bem alto pela minha mãe, pois mesmo com o auxilio do andarilho eu não o conseguia trazer para casa depois de fazermos uma breve caminhada.
Como esta situação é difícil, ninguém merece! Que impotência! Como é que o Estado se pode ter esquecido dos velhotes. Será que ninguém se lembra que todos para lá caminhamos!
Minha querida, como já lhe disse, considero esta doença mais angustiante para os familiares ou cuidadores do que para a própria pessoa.
ResponderEliminarA mim que me pagam para cuidar deles, já me sinto tão frustrada e desanimada , por vezes.
Quantas vezes a D. M. dizia que queria ir à casa de banho e quando chegávamos lá batia o pé e dizia: "Mas eu não quero ir" e mesmo depois de eu dizer que ela é que tinha pedido e ela voltava dizer:"eu? Mas eu não tenho vontade". Voltávamos para o lugar e logo a seguir pedia novamente.
E quando o Sr. . V. decide ir fazer as necessidades nos vasos das flores ou no chapeleiro...é um stress.
Quanto a não se lembrar do nome, acontece muito, mas mentalize-se que provavelmente vai piorar...
Beijinhos e muita força, em especial para sua mãe.
Sim já me disseram que a tendencia é piorar, mas custa-me a aceitar :(
ResponderEliminar