sábado, 12 de fevereiro de 2011

Não se lembrou do meu nome...

Fui visitá-los. Quando cheguei encontrei sentado na rua debaixo de um toldo. Cheguei comprimentei-o. Perguntei-lhe se ele sabia como eu me chamava e ele respondeu "não me lembro!", fiquei tão triste. Tentei não demonstrar e depois de lhe dizer o meu nome, ele respondeu "ah pois é"! De seguida chamou o neto e disse "dá cá um beijinho ao avô"! Aí fiquei mais descansada, se calhar ele sabia quem eu era e apenas não se lembrava do meu nome. Pensar assim conforta-me mais.


Bastaram uns minutos a tomar conta dele, para eu ver realmente o sacrifício que é esta tarefa para a minha mãe! Houve mesmo uns momentos que eu entrei em pânico e comecei a chamar bem alto pela minha mãe, pois mesmo com o auxilio do andarilho eu não o conseguia trazer para casa depois de fazermos uma breve caminhada.


Como esta situação é difícil, ninguém merece! Que impotência! Como é que o Estado se pode ter esquecido dos velhotes. Será que ninguém se lembra que todos para lá caminhamos!

2 comentários:

  1. Minha querida, como já lhe disse, considero esta doença mais angustiante para os familiares ou cuidadores do que para a própria pessoa.
    A mim que me pagam para cuidar deles, já me sinto tão frustrada e desanimada , por vezes.
    Quantas vezes a D. M. dizia que queria ir à casa de banho e quando chegávamos lá batia o pé e dizia: "Mas eu não quero ir" e mesmo depois de eu dizer que ela é que tinha pedido e ela voltava dizer:"eu? Mas eu não tenho vontade". Voltávamos para o lugar e logo a seguir pedia novamente.
    E quando o Sr. . V. decide ir fazer as necessidades nos vasos das flores ou no chapeleiro...é um stress.
    Quanto a não se lembrar do nome, acontece muito, mas mentalize-se que provavelmente vai piorar...
    Beijinhos e muita força, em especial para sua mãe.

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  2. Sim já me disseram que a tendencia é piorar, mas custa-me a aceitar :(

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Fim

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