Hoje estive com o meu pai. Quando o cumprimentei, vi no seu sorriso que ele sabia quem eu era. Como estava bom tempo ficamos na rua, o meu filho brincava correndo de um lado para o outro. "Está grande, ele" - disse o meu pai. Depois disse: " como é que ele se chama, que já não me lembro?" Eu respondi-lhe e ele disse "ah". Depois perguntei, se ele sabia o meu nome, ao que ele respondeu acertadamente e ainda disse: "pensavas que eu não sabia!?" Depois mais tarde enquanto estávamos por ali, ele disse-me que estava muito esquecido. Fiquei a pensar comigo mesma, que ele ainda consegue perceber isso, e acho que é um sinal de lucidez...
O que também complica a situação de não poder ter uma conversa normal com ele, é que tenho de falar muito alto e perto do ouvido dele, pois ele ouve mal! Quando eu já me preparava para vir embora, disse-lhe: " vou-me embora" Sabem o que ele me respondeu: " Pois, não és de cá, nem cá moras"!Depois quando já ia no carro acenei-lhe e vio-o a acenar-me também! Tenho tanta pena de estar longe.
A vida é assim mesmo...
ResponderEliminarAcabamos quase sempre de voar para longe dos nossos pais.
Que bom que ele ainda tem momentos de lucidez, isso quer dizer que a doença não esta numa fase muito adiantada .
Quem sabe se a medicação não ajuda a nunca chegar a uma fase de perder totalmente a lucidez.
Beijinhos
ResponderEliminaruma feliz semana
gosto dos relatos e até de acompanhar a situação
e acho que foi a primavera do dia que lhe apareceu...
jocas da Covilhã
sorriso ao alto
Eu queria muito que ele não chegasse aquela fase que os deixa completamente dependentes. Sem memorias e sem se poderem mexer. Porque a parte física atacada por esta doença, também é muito má. Eu vi na reportagem da TVI "as vezes sou eu".
ResponderEliminarBeijinhos
Olá.
ResponderEliminarObrigada pelas palavras simpaticas.
felicidades