sábado, 19 de março de 2011

Estive com o meu pai

Hoje estive com o meu pai. Quando o cumprimentei, vi no seu sorriso que ele sabia quem eu era. Como estava bom tempo ficamos na rua, o meu filho brincava correndo de um lado para o outro. "Está grande, ele" - disse o meu pai. Depois disse: " como é que ele se chama, que já não me lembro?" Eu respondi-lhe e ele disse "ah". Depois perguntei, se ele sabia o meu nome, ao que ele respondeu acertadamente e ainda disse: "pensavas que eu não sabia!?" Depois mais tarde enquanto estávamos por ali, ele disse-me que estava muito esquecido. Fiquei a pensar comigo mesma, que ele ainda consegue perceber isso, e acho que é um sinal de lucidez...


O que também complica a situação de não poder ter uma conversa normal com ele, é que tenho de falar muito alto e perto do ouvido dele, pois ele ouve mal! Quando eu já me preparava para vir embora, disse-lhe: " vou-me embora" Sabem o que ele me respondeu: " Pois, não és de cá, nem cá moras"!Depois quando já ia no carro acenei-lhe e vio-o a acenar-me também! Tenho tanta pena de estar longe.

4 comentários:

  1. A vida é assim mesmo...
    Acabamos quase sempre de voar para longe dos nossos pais.
    Que bom que ele ainda tem momentos de lucidez, isso quer dizer que a doença não esta numa fase muito adiantada .
    Quem sabe se a medicação não ajuda a nunca chegar a uma fase de perder totalmente a lucidez.
    Beijinhos

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  2. uma feliz semana
    gosto dos relatos e até de acompanhar a situação
    e acho que foi a primavera do dia que lhe apareceu...

    jocas da Covilhã
    sorriso ao alto

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  3. Eu queria muito que ele não chegasse aquela fase que os deixa completamente dependentes. Sem memorias e sem se poderem mexer. Porque a parte física atacada por esta doença, também é muito má. Eu vi na reportagem da TVI "as vezes sou eu".

    Beijinhos

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  4. Olá.
    Obrigada pelas palavras simpaticas.
    felicidades

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Fim

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